Com a relíquia da beata Elena Guerra, deu-se início ao segundo dia de formação onde o Espírito Santo, profundamente, renovou Sua presença, pelo batismo, na vida e no serviço daqueles que se entregavam em Seus braços.
Luiz César inicia esse momento retratando mais três carismas do Espírito, insistindo no exercício destes no serviço. Lembra que sua prática depende da ousadia e da decisão de correr riscos, são eles: o dom da fé, da cura e do milagre.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a fé é acessível àqueles que pedem humildemente, é uma virtude natural necessária para a salvação sendo um ato humano, ou seja, depende da atitude do homem em dar os primeiros passos: acreditar, buscar a Palavra de Deus e rezar. Possui três níveis:
- Fé teologal – recebida no batismo;
- Fé virtude – a capacidade de se abandonar na providência de Deus, esperar em sua misericórdia;
- Fé carismática – é a fé expectante em milagres, que crê naquilo que ainda não viu. Aqui se encontra o arriscar-se.
Através desse dom é possível, antecipadamente, saborear as alegrias celestes (Hebreus 11, 1). Todo o mandato de Jesus foi rodeado pelo dom da cura, e ele entregou essa tarefa a seus discípulos (Marcos 16,17-18). Muitos têm negligenciado essa missão por medo de errar. Contudo, a cura depende do exercício da fé carismática, pois, se Jesus manda que seja proclamado é claro que vai acontecer. Esse carisma manifestado no povo leva-os à conversão.
O dom de milagres difere da cura pelo fato de ser um acontecimento instantâneo, sem comprovação científica. Não é manifestado apenas em doenças, é percebido também na conversão de pessoas, em fenômenos da natureza, entre outros. È preciso que se creia, pois, segundo Jesus, é possível fazer coisas maiores que Ele, se usar a fé (Jo 14, 12-14).A RCC ganha um novo impulso, veremos maravilhas. “Deus com certeza concede sem medidas o Seu Espírito”, acrescenta Taciano Nascimento, Presidente do Conselho Estadual da RCC Bahia.