sábado, 16 de março de 2013

A fé celebrada e constantemente anunciada


Você se alegra por crer em Jesus Cristo? Celebrar a fé significa se alegrar profundamente, no mais íntimo do coração por crer em Jesus, por ser católico, por ser Renovação Carismática Católica. Ser servo deve ser motivo de alegria, de júbilo e não um fardo. É um privilegio estar a serviço, ser escolhido para servir o Senhor.
Ser católico não está fora de moda! Celebre a sua fé católica. Não é questão de ser orgulhoso, mas você está na barca do Senhor e isto é motivo de celebração. Precisamos nos agarrar à sã doutrina, aprofundar a nossa fé que irá nos sustentar na tribulação, senão a onda vai nos levar. Seja feliz por ser carismático. Sendo carismático, você é cem por cento Igreja. É uma alegria, um privilégio conhecer o Senhor, caminhar com Ele e servir a Ele.
Santa Catarina de Sena um dia teve uma visão do inferno, onde via uma mesa com três ferramentas e perguntava ao demônio o que eram aquelas ferramentas. Ele dizia que eram as armas que usava para destruir os filhos de Deus. A primeira é o medo que paralisa os irmãos. Se a pessoa superar essa ferramenta, eu tenho outra: a segunda é a falta de perdão, ela semeia a discórdia e a mágoa nos corações, dividindo as pessoas. E se ultrapassarem essa ferramenta, tem a terceira ferramenta que é infalível: o desânimo, a tristeza, a opressão e a desilusão que faz os filhos de Deus não terem ânimo para rezar, para estudar a Palavra, para ir até mesmo ao grupo de oração...
O Documento de Aparecida, número 362, os Bispos da América Latina fazem uma oração dizendo: “Esperamos um novo Pentecostes que nos livre da desilusão, do cansaço espiritual, da acomodação ao ambiente”... O Papa Emérito Bento XVI em sua primeira carta Deus caritas est nos lembra que “o Cristianismo não é um conjunto de regras, um conjunto de proibições, mas algo vivificante. Tivemos contato com essa vida em abundância e não queremos mais nos afastar dela” ... São Tomás de Aquino falava que devemos pedir “um Pentecostes para cada circunstância”. A cada momento na minha vida, um novo Pentecostes. É promessa imutável de Deus. E se eu pedir: “vem”, Ele vem. O Espirito Santo escuta a nossa oração, se hoje estamos desanimados devemos clamar o Espirito e se alegrar por ser filho, servo, católico. Essa foi a obra do Pai na nossa vida: nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino do Seu Filho.
Hoje vivemos um martírio branco. Não somos jogados aos leões para sermos devorados, mas precisamos ser os cristãos do século XXI à luz daqueles cristãos dos primeiros séculos que davam até mesmo a sua vida por Jesus, em meio às perseguições espirituais e humanas. Hoje também precisamos celebrar a nossa fé, essa alegria que ninguém pode tirar de nós é combustível para eu não negar a minha fé quando a situação apertar. Quem tem a alegria de crer em Jesus Cristo não renega a sua fé.
Na carta Novo millenium ineunte escrita pelo Papa João Paulo II fala que “a Igreja sabe que ainda há milhares de pessoas no mundo que sequer ouviram falar do nome de Jesus Cristo, e nós que ouvimos e experimentamos esse Jesus Cristo temos e o dever o direito de anunciar esse nome àqueles que não o conhece”. Você é um privilegiado por crer em Jesus Cristo. Levanta, celebra a tua fé. E aqui lembramos da Mãe de Jesus, que nos dá o exemplo de alguém que se alegrou por ter crido. Acolheu a voz do anjo e o pedido de Deus, acreditou e disse: “Eis-me aqui”. Mesmo com um cenário desfavorável, ela foi bem aventurada porque acreditou e a promessa de Deus se cumpriu. Um exemplo de quem celebrou e vivenciou a sua fé até as últimas consequências, confiando que o cenário iria mudar.
O Documento de Aparecida, número 28 nos fala assim: “queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor. Ser cristão não é uma carga, mas um dom, uma dádiva, um presente. Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo, seu Filho, Salvador do mundo”.
Nenhuma alegria é superior à alegria de ter encontrado o Senhor. Uma alegria constante, combustível para toda a nossa vida. Aconteça o que acontecer, a alegria de crer no Senhor é a nossa força. É preciso anunciar a alegria do Senhor para aqueles que estão ao nosso redor. Pois uma pessoa entusiasmada é uma pessoa cheia de Deus.
Precisamos ter sabedoria pra anunciar a fé em Jesus a começar pela nossa vida, pela nossa postura, pelo nosso testemunho. A primeira forma de evangelizar é o testemunho. Olhemos o testemunho de São Francisco: a postura de Francisco, o perfume da graça que exalava da vida Francisco foi suficiente para evangelizar Assis numa caminhada de ida e volta pela cidade, não precisava falar nada. A santidade dele já falava tudo. O Papa Paulo VI falava que “a primeira via da evangelização é o testemunho coerente de vida.”
Nós temos um mundo parecido com o dos Apóstolos para desbravar. Precisamos pedir ao Senhor a mesma parresia que o Apóstolo Paulo teve, a mesma audácia apostólica, o mesmo Pentecostes que eles receberam é o mesmo Pentecostes que é derramado hoje. Mas tem uma parte que é só nossa. Vontade de se lançar na missão, de se entregar ao Senhor até as últimas consequências, como aqueles discípulos fizeram.
II Tm 4,1-5 – Consagra-te ao teu ministério. Cem por cento do Senhor. Um homem incansável no anúncio da fé, cuja alegria interior extravasa para quem está ao seu lado. E parta para a missão.

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